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Archive for Fevereiro, 2010

Taí o que todo mundo queria ler: Cerveja faz bem pra saúde!
Alguns dias atrás, saiu uma matéria que dizia que os atletas deveriam beber cerveja para hidratar o corpo.

A ingestão moderada de cerveja após o exercício físico favorece a reidratação dos atletas sem prejudicar suas capacidades psicocognitivas, segundo estudos de especialistas em nutrição.
A conclusão, que pode parecer um contra-senso, foi apresentada nesta terça-feira por seus autores em um simpósio realizado em Granada, sul da Espanha, com o tema “Cerveja, Esporte e Saúde”.
A recomendação foi incluir cerveja na dieta diária dos atletas. Os especialistas ressaltaram as propriedades antioxidantes da bebida, que também favorece o sistema cardiovascular.
(folha online – http://www.folha.com.br)

Lendo esta matéria, fiquei curiosa e fui atrás de outros benefícios da cerveja e eis que me surpreendi.
No já mencionado Larusse da Cerveja, encontrei o seguinte:

“Quase todas as bebidas alcoólicas oferecem inúmeros benefícios à saúde. Por exemplo, o álcool, ingerido em quantidades moderadas, ajuda a reduzir o risco de problemas cardiovasculares – um benefício que tem sido muito bem explorado pela indústria vinícola. Mas o que tem sido pouco considerado é um conjunto de benefícios oferecidos pela cerveja. Sua fama tem se baseado apenas pelo fato de ser diurética. Estudos clínicos apresentados por Jean-Jacques De Blauwe (La bière un atout la santé, p. 146-147), conduzidos em pacientes em jejum, registraram que os que beberam 1 litro de cerveja excretaram 1,012 litro de urina, enquanto os que beberam 1 litro de água excretaram apenas 385 mililitros. A análise revelou também que a quantidade de potássio aliminada pelos que bebram cerveja foi menor que a eliminada pelos que beberam água.
A ação da cerveja como diurético se dá sobre a função renal, de forma a eliminar resíduos do metabolismo das proteínas e de outros sai, em proporções importantes. O benefício mais direto é a eliminação de sódio do organismo. Mas existem muitas outras vantagens fisiológicas. Uma delas é a presença do ácido fólico, que ajuda a diminuir a concentração de homocisteída. Segundo o European Journal of Clinical nutrition (2001, p. 55), existe uma conexão entre consumo de cerveja e o consequente alto nível de ácido fólico e baixo índice de homocisteína, desejaveis para prevenir doenças cardiovasculares.
A cerveja é rica em antioxidantes naturais provenientes do malte e do lúpulo. Em comparação com o vinho branco, ela possui o dobro deles e em relação ao vinho tinto, a metade. Entretanto, a grande maioria das moléculas antioxidantes do vinho são grandes demais para serem absorvidas pelo organismo, ao contrário das pequenas moléculas encontradas na cerveja, segundo o relatório The effects of moderate beer consumption (4. Ed., 2008, The Brewers of Europe).
De acordo com Hernán er al. (Alcohol consumption and the incidence of Parkinson’s disease), quem bebe cerveja moderadamente tem 30% menos risco de contrair a doença de Parkinson do que quem não bebe. Esse resultado também se aplica à cerveja sem álcool, ou seja, são as características benéficas dos ingredientes da cerveja que fazem a diferença, e não necessáriamente o álcool.
Do ponto de vista digestivo, a cerveja favorece a circulação sanguínea da mucosa bucal, promove a salivação, estimula o apetite e a formação de ácidos no estômago e acelera o seu esvaziamento.”

Eaí, o que acharam?
Depois disso, desejo um ótimo final de semana.
Júlia Bondan

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As Mulheres e a Cerveja

Post de estréia do Confraria 23.
Como quem vos escreve é mulher, nada melhor do que um post explicando esta tão antiga relação.

“As mulheres sempre tiveram um papel importante na história da cerveja. Temos referências disso em várias culturas.
Na Babilônia e na Suméria, por volta do ano 4000 a.C., as mulheres cervejeiras (Sabtiem) tinham grande prestígio e eram consideradas pessoas especiais, com poderes divínos.
(…)
Até o século XVI, na região norte da Alemanhã, os utensílios para produção de cerveja faziam parte do enxoval das noivas.
No século XIX, na província de Mecklembourg, ainda era tradição que a recém-casada recitasse: ‘Meu Deus, ajude a cerveja quando eu a produzir, ajude o pão quando eu o amassar’.
Registros do século XIII, de uma pequena cidade inglesa, mostram que somente 8% dos cervejeiros eram homens (…).

Trechos tirados do livro Larousse da Cerveja, Ronaldo Morado.

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